Síndrome do corredor ou síndrome do trato iliotibial

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Síndrome do corredor ou síndrome do trato iliotibial – o que você precisa saber sobre esse assunto!

 

Você já ouviu falar sobre a síndrome do corredor ou síndrome do atrito do trato iliotibial? Pois saiba que ela se refere a um tipo de lesão de caráter inflamatório agudo que acarreta sintomas de dores na parte externa do joelho.

Esta lesão é chamada popularmente de “joelho do corredor” e tende a atingir em grande parte dos casos atletas que sejam especializados em corridas de longas distâncias. Vale lembrar que todos que praticam atividades físicas que realizam a flexo-extensão dos joelhos repetidas vezes, estão enquadrados na população de risco para esse tipo de lesão.

Dificilmente será necessário recorrer a qualquer intervenção cirúrgica para o tratamento desta patologia, porém pode ser uma condição que agrega bastante desconforto, podendo afastar atletas de suas atividades.

síndrome do corredor ou síndrome do atrito iliotibialÀ síndrome do trato íliotibial acarreta dores na parte lateral do joelho, e de acordo com estudos sobre o tema, tal síndrome pode ser provocada por uma série de fatores como: tensão excessiva na banda íliotibial; número elevado de km percorridos semanalmente; número reduzido de intervalo entre os treinamentos; fraqueza muscular dos extensores e flexores dos joelhos, e dos abdutores do quadril; alterações excessivas no arco plantar; uso de calçados inadequados; realização de treinos e exercícios sem orientação adequada.

É importante lembrar que a dor lateral no joelho, pode ocorrer devido à outros tipos de lesões, como lesões meniscais ou condrais por exemplo.

 

Síndrome do corredor ou síndrome do trato iliotibial – Como saber que estou com este problema?

Uma das primeiras manifestações da lesão, é um tipo de dor em pontada ou queimação localizada 2 cm superior a face lateral dos joelhos. A sensação de estalido audível no local, também pode ser encontrada.

Em alguns casos, os pacientes podem relatar a dor se deslocar para a região lateral da coxa ou da perna.

Para chegarmos ao diagnóstico em geral não é necessário à realização de exames de imagem. Devemos suspeitar desse tipo de lesão em pacientes com história de excesso de exercícios, sem história de trauma no joelho, e nos casos em que o repouso não traz alívio da dor.

síndrome do corredor ou síndrome do atrito iliotibial_00001O teste de Ober é o mais utilizado para diagnóstico dessa síndrome, ele consiste em deitar o paciente de lado, e avaliar se existe um encurtamento do trato iliotibial. Outro teste no exame físico útil é a palpação do região referida, sentindo o estalido no local quando o paciente realiza a flexão e extensão do joelho. Vale salientar que a história típica de excesso de treino e a repetição exaustiva da flexão dos joelhos é essencial para definição do diagnóstico. Um método diagnóstico e terapêutico é a infiltração local com corticóide, que em curto prazo apresenta melhora importante dos sintomas, ajudando na elucidação do quadro.

A ressonância magnética está indicada nos casos em que a dúvida sobre o diagnóstico, e também para afastar causas álgicas intra-articulares, como lesões do menisco lateral por exemplo. Estudos mostram que a ressonância pode evidenciar um espessamento do trato iliotibial na região do epicôndilo lateral, e um processo inflamatório na bursa localizada na região. Porém vale lembrar que a ressonância pode vir normal em até 31% dos casos.

Síndrome do corredor ou síndrome do trado iliotibial – quais os tratamentos e medidas preventivas que você precisa saber?

Em um estudo internacional recente, foi realizado uma revisão sobre todas as publicações sobre o tema na literatura mundial. Os autores chegaram à conclusão que 44% dos pacientes retornam às atividades esportivas em torno de 8 semanas de tratamento conservador, e 91,7% retornam em 6 meses.

O tratamento conservador consiste em: interrupção de atividades atléticas por 14 dias; uso de analgésicos e anti-inflamatórios na primeira semana; crioterapia (uso de gelo) 4 x ao dia; alongamento dos membros inferiores com ênfase no trato íliotibial; avaliação do comprimento dos membros inferiores e correção de eventuais diferenças com uso de palmilhas ou compensações nos calçados; a avaliação do tipo de pisada dos pacientes e correção das mesmas também com a troca dos calçados. Em casos nos quais a dor permanece após esta fase inicial, a infiltração com corticóide é indicada. A análise do tipo de corrida realizado pelos pacientes também deve ser investigada, sendo muitas vezes necessário um planejamento do treinamento do paciente para evitar a recorrência do quadro.

Na falha do tratamento conservador o tratamento cirúrgico é indicado, sendo realizado a bursectomia e a excisão da região do trato iliotibial acometida pela doença.

Portanto não deixe de consultar um especialista na área caso esteja acometido por esse problema.

 

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Posted on 15 de dezembro de 2017 in Lesões

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